dezembro 28, 2013

novembro 09, 2013

Outubro 2013 - Nº 70

                          AS ONDAS DO MAR          

“Somos um Povo a caminho”

O ANO DA FÉ, que temos estado a celebrar, foi proposto pelo Papa Bento XVI no cinquentenário do encerramento do CONCÍLIO VATICANO II. Não se trata de uma mera recordação de um passado que muitos ainda recordamos. O intuito principal é motivar os cristãos a regressar aos textos do Concílio, pois que os cinquenta anos transcorridos de modo nenhum esgotaram a actualidade do seu conteúdo. A ideia da convocação do Concílio deveu-se à inspiração do Papa Beato João XXIII que soube sentir, nos sinais dos tempos, a necessidade da Igreja se abrir a uma nova situação da humanidade, depois de um século de enormes mudanças políticas e sociais induzidas pelo progresso das ciências e da tecnologia, pelo eclodir de duas guerras mundiais, pelo processo generalizado de descolonização e globalização, bem assim como pela gradual rarefacção dos cristãos praticantes nos países de tradição católica.
O desafio que nos propõe agora o nosso Bispo insere-se na mesma linha de preocupações: trata-se de mobilizar os cristãos da diocese para o estudo dos textos fundamentais do Concílio, no que se refere à vida da Igreja e ao papel que todos os baptizados nela devem assumir. Este ano pastoral (2013-14) será o primeiro de uma série de quatro destinados a preparar um Sínodo Diocesano em 2016-17. O objectivo (nas palavras do Senhor D. Manuel Felício) é que o dito Sínodo, preparado em conjunto, nos leve a “redescobrir os caminhos pelos quais as nossas comunidades e a nossa vida de fé hão-de aplicar as orientações do Concílio. Queremos identificá-las para depois as passarmos a aplicar. E isto sempre com a colaboração de todos.”
Neste primeiro ano, pede-se-nos que, em clima de discernimento colectivo e à luz dos textos fundamentais do Concílio referentes à natureza e vida da Igreja, nos debrucemos sobre a nossa própria experiência de cristãos inseridos na Igreja Universal através da nossa Paróquia e da nossa Diocese.
Este vai ser, pois, um objectivo e uma pre-ocupação de todos nós durante o presente ano pastoral.
P. Manuel Vaz Pato, sj

A alegria do REcomeço


Decorrido o período de pausa para férias, recomeça um novo Ano Pastoral, muitas actividades e grupos na paróquia começam a dar os primeiros passos.
No dia 5 de Outubro, recomeçámos a catequese num ambiente muito acolhedor e cheios de entusiasmo com os catequistas, catequisandos e seus encarregados de educação.
Deram-se as instruções iniciais, distribuíram-se os grupos e fez-se, em alguns casos, os primeiros contactos entre catequistas, pais e catequizandos.
São momentos importantes a ter em conta no início de uma caminhada catequética. 
A vontade de dar, de ser mais ainda, de marcar a diferença, acompanha-nos sempre, e temos progredido nesse sentido.
Novos membros da nossa comunidade aderiram a esta aventura de serem educadores da fé. Sim, uma aventura! Mas também uma responsabilidade que marca a nossa vida de cristãos.
Somos 265 catequisandos inscritos, 41 catequistas dos quais 24 são jovens, mais a coordenação da catequese e claro os Párocos que são imprescindíveis nesta caminhada. Uma alegria!
Todos estamos motivados. Oferecemos o nosso serviço, mesmo que um ou outro, num momento ou noutro se ache 'incapaz', mas a verdade é que se entregarmos o impossível nas mãos de Deus, Ele fará o melhor. Não deixará que nada nos impeça a realizar esta tão nobre missão. Só precisamos que a nossa fé seja do tamanho de um grão de mostarda... 
Agora, vamos lá 'Celebrar a Fé'!
Maria Falcão

setembro 26, 2013

JULHO 2013 - Nº 69 - Férias

                                  AS ONDAS DO MAR                  

Peregrinar, contemplar, servir...

Santo Inácio de Loyola, Fundador da Companhia de Jesus, de nome Íñigo López na língua vernácula, nasceu em 31 de Maio de 1491 no País Basco (cidade de Azpeitia), e morreu em Roma, em 1556. Foi canonizado em 12 de Março de 1622 pelo Papa Gregório XV.
Ele dava muita importância ao descanso, necessário e útil para si e para todos os seus companheiros Jesuítas. Desde o início da Companhia de Jesus, criou-se o hábito de se disponibilizar um dia por semana, para  se fazer uma pausa saindo do local de trabalho do dia-a-dia para descansar, caminhar um pouco, conversar com os companheiros, rezar, contemplar o mundo à sua volta e, n’Ele, encontrar a presença de Deus que convida, cada um, a segui-Lo para sempre. Esse costume foi preservado através dos tempos. Por exemplo, em Roma, no Colégio Romano, actual Universidade Pontifícia Gregoriana, manteve-se até há poucos anos atrás, isto é, conservou-se por mais de 450 anos. À quinta-feira não havia aulas nessa universidade da Companhia de Jesus. Mas, em contrapartida, tínhamos aulas ao sábado de manhã.
A esse dia, ou a essa pausa, nós chamamos, Casa de Campo porque, quando era possível, os jesuítas deslocavam-se para um lugar mais retirado, mais calmo, para uma casa sua ou não, (perto da sua residência habitual) para aí se poderem encontrar, repousar, rezar e também conviver. Este costume, em alguns lugares, ainda se mantém. Quando estava no Noviciado, em Coimbra, fazíamos algo parecido e também durante o tempo de estudos, na Companhia de Jesus.
Tudo isto se fazia ou faz, porque Santo Inácio, o peregrino, como gostava de ser chamado, sempre privilegiou, entre outras coisas, o peregrinar interior e exterior, e o contemplar: em Roma, por exemplo, da janela do seu quarto contemplava as estrelas e, no jardim, extasiava-se com as flores...                         
Ele reconhecia tudo como graça e tudo oferecia ao seu Criador e Senhor, pois diz na sua oração: “Tomai Senhor e recebei...Tudo é Vosso,…Vós mo destes…, a Vós Senhor o restituo”. Esta experiência exprime a gratidão, no serviço a cada irmão e no desejo de “em tudo amar e servir, para maior glória de Deus”. 
Durante o nosso tempo de Férias detenhamo-nos, também, diante da vida e da beleza que nos rodeia, demos tempo e demo-nos tempo… Experimentemos a gratuidade do Amor e a certeza de que tudo é dom, tudo é oferta do amor de Deus.
Jesus vai contigo para Férias. Reserva-lhe uma viagem na tua vida, um lugar no teu coração! Desejamos a todos umas boas e abençoadas férias peregrinando, contemplando e servindo, ao jeito do nosso Fundador, Santo Inácio de Loyola e segundo a vontade de Deus!
P. Herminio Vitorino, sj


Celebramos hoje a Solenidade de S. Inácio de Loyola.
Todos nos sentimos em festa de Acção de Graças por tanto bem recebido, através de Inácio e da Companhia de Jesus.
Parabéns aos padres da nossa Comunidade Paroquial.

«Não sei por onde Deus me leva, mas sei que Ele me conduz para Jesus»...     
(Inácio de Loyola)


abril 03, 2013

Páscoa 2013 - nº. 68

AS ONDAS DO MAR

 Surpresas de Deus


Esta quaresma do Ano da Fé vivemo-la de surpresa em surpresa: primeiro com a renúncia do Papa Bento XVI e depois com a eleição do Papa Francisco. E se este último tem vindo a deixar adivinhar uma agradável primavera de renovação na cúria romana, não iremos esquecer facilmente o poderoso legado teológico do primeiro. A Caridade e a Esperança foram temas de duas encíclicas suas. Consta que teria ainda começado a preparar uma outra, sobre a Fé, provavelmente com a intenção de a publicar neste ano. Mas a degradação da saúde convenceu-o a resignar, “depois de ter examinado repetidamente a consciência, diante de Deus, (tendo chegado) à certeza de que as forças, devido à idade avançada, já não (eram) idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino” [Declaração aos cardeais a 11 de Fevereiro].

A mensagem para a quaresma do ano da Fé 2012-2013 é, assim, como que o seu “testamento pastoral”. Retomando a catequese acerca da caridade, tema da primeira encíclica, de algum modo remata o círculo do seu magistério como o começara, com o núcleo central da mensagem de Jesus: a Caridade. Relaciona-a agora com as outras virtudes teologais, sobretudo com o tema do ano, a Fé, mas também com a Esperança. “A fé convida-nos a olhar o futuro com a virtude da esperança, na expectativa confiante de que a vitória do amor de Cristo chegue à sua plenitude”. E, um pouco mais abaixo: “Infundindo em nós a caridade, o Espírito Santo torna-nos participantes da dedicação própria de Jesus: filial em relação a Deus e fraterna em relação a cada ser humano (cf. Rm 5, 5)”.

Se a caridade possui a primazia (como nos diz S. Paulo na primeira carta aos Coríntios), a prioridade pertence à fé. “A relação entre estas duas virtudes é análoga à que existe entre dois sacramentos fundamentais da Igreja: o Baptismo e a Eucaristia. O Baptismo (sacramentum fidei) precede a Eucaristia (sacramentum caritatis), mas está orientado para ela, que constitui a plenitude do caminho cristão. De maneira análoga, a fé precede a caridade, mas só se revela genuína se for coroada por ela”.
Agradeçamos a Deus a riqueza de sabedoria cristã e o exemplo de humildade que nos deu (dá) o Papa emérito Bento XVI.                             
P. Manuel Vaz Pato, sj
                                                                        Alegra-te, o Senhor 
Ressuscitou...está vivo!

Pintura de Giotto

Habemus Papam Emeritum

Era Sábado, estava, como todos os Sábados, na missa semanal - aquela que nos envia renovados e com uma missão para a semana que começa quando caio realmente na realidade: a Igreja está sem Papa.
Durante a Eucaristia  o sacerdote, quase de um modo automático, pediu pelo Papa Bento XVI… e logo de seguida, antes de pedir pelo nosso Bispo, fez um momento de silêncio – é que, de facto, a Igreja está sem Papa, que choque!…
Que estranho ficarmos em choque e só cairmos na realidade agora, não é?

É que pelos meios de Comunicação Social
se seguiu, à Audiência Geral, à chegada a Castel Gandolfo e à última e aliviada saudação do Santo Padre. Mas então onde falhámos? Nós não a vivemos realmente, não saboreámos cada palavra deste grande Homem na decisão que agitou o mundo inteiro.
Pois é… É que muitas vezes nós vivemos e nem sentimos realmente o que estamos a viver; estes últimos momentos que nós, como Igreja, vivemos foram tão importantes e tão fortes, mas vividos com tanto barulho!
“Papa Bento XVI resignou”. Que notícia esta que abalou o Mundo! Que Homem fantástico este, que resigna ao poder dando um precioso exemplo para os governantes, os responsáveis por países, os políticos de todo o Mundo, para os nossos em particular… O futuro é incerto, como tal deve ser discernido, pensado, rezado,… Saber lidar com o poder é também ter esta humildade de assumir que somos capazes de nos despojarmos dele.
Palavras sábias, as do Santo Padre: “Estive muito com Ele, rezei muito esta decisão, e de consciência não me sinto capaz para continuar a guiar a Igreja.” É tão importante ter esta humildade…
Que Homem sábio que a Igreja ganhou! Um Homem que resigna por querer tanto bem à Igreja, que tem receio de já não ser capaz de corresponder.
Estamos no Ano da Fé! Ano lançado pelo Papa por desejar reforçar a fé em Deus, pois vivemos num contexto que parece colocá-la cada vez mais de lado. Que acto de fé o deste homem, que em pleno Ano da Fé, resigna ao lugar máximo da Igreja, com a certeza de que “Deus guia a sua Igreja; sempre a sustenta, mesmo e sobretudo nos momentos difíceis. No nosso coração, habite sempre a certeza de que o Senhor está ao nosso lado, não nos abandona, está perto de nós e nos envolve com o seu amor.” (in Audiência Geral, Papa Bento XVI)

Que riqueza que este Papa é para a Igreja!
Ao terminar este dia, fecho os olhos e deixo que o silêncio me envolva e com ele, a presença do Senhor.
Agora, consigo ter também a mesma certeza deste Homem de Fé: “Não abandono a cruz, estou de uma forma renovada junto do Senhor crucificado.”
Obrigada Bento XVI.
                                       Francisca Castelo-Branco


  Como posso encontrar Jesus Ressuscitado, hoje?

pintura de Arcabás
Não podemos ficar só numa teoria, ou só no que ouvimos dizer, temos que passar a uma experiência e relação pessoal, com Jesus Ressuscitado! É necessário deixar  que Ele interpele a história do mundo, a minha história concreta... É urgente ultrapassar a monotonia do que já se sabe e repete maquinalmente: a Ressurreição de Cristo é uma realidade palpitante de Vida e na tua vida pessoal.
S. João Evangelista diz ser testemunha directa dos acontecimentos: «fui, vi e atesto»... «Foi este Jesus que Deus ressuscitou, e disto nós somos testemunhas»  (Act 2, 32). A Ressurreição é uma “notícia fresca” alegre, que me acaba de chegar num gesto amigo, num sorriso de criança ou de um idoso, numa «consolação sem causa precedente» (Santo Inácio de Loyola: EE 330).
Existem vários modos e lugares, onde posso descobrir O Ressuscitado, hoje. Mas vou falar de “dois em particular”. São eles a Eucaristia e os nossos Irmãos e Irmãs.

1. A Eucaristia é possível porque Cristo Ressuscitou e está Vivo. A Eucaristia não é uma recordação saudosa do que se passou há mais de 2000 anos, em Jerusalém (Morte e Ressurreição de Cristo). É «memorial», vivência, actualização desse mistério...
“ Os sinais do Pão e do Vinho exigem uma visão para além do que se vê com os olhos, como aconteceu com as aparições do Senhor Ressuscitado a Madalena, aos discípulos de Emaús, aos Apóstolos. Embora sendo aparições em relação directa com Cristo que nasceu, viveu, sofreu e morreu, ultrapassaram as experiências dos sentidos para serem experiência de fé... Viram o invisível…”
A felicidade de acreditar para além da visão: «Felizes os que crêem sem terem visto» (Jo 20, 29). Felizes os que não fazem da fé um jogo de razões lógicas e matemáticas, de especulações exageradas, mas que sabem dar o salto da fé para além do que é laboratorialmente verificável, do que se pode provar pelas leis da física…, «Viu e acreditou» (Jo 20, 8). S. João, não tendo visto, acreditou...
A Eucaristia é o momento privilegiado da aparição do Ressuscitado, segundo o relato eucarístico da aparição aos discípulos de Emaús: «Quando se pôs à mesa, tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lho. Então os seus olhos abriram-se e reconheceram-no» (Jo 24,30-31)... A Eucaristia é também uma presença tão densa e forte de Cristo Ressuscitado que ultrapassa a nossa capacidade de ver... É uma visão mais íntima, mais profunda, mais além!...

2. Cristo Ressuscitado, também me aparece nos Irmãos e Irmãs, porque está presente nas pessoas, de um modo vivo e não como simples recordação...
Em certa medida podemos dizer que cada pessoa é uma aparição de Cristo Ressuscitado. «Em verdade vos digo: sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes» (Mt 25,40), são palavras de Cristo sobre o juízo final. Todos os dias posso encontrar Cristo Ressuscitado, que me aparece, disfarçado de pobre ou doente, de pessoa de família ou colega de trabalho, de amigo ou de vizinho, através de pessoas que posso tocar, escutar, abraçar e servir...
A dificuldade de reconhecer a presença misteriosa de Cristo nas aparições que tiveram Maria Madalena, os discípulos de Emaús… é bastante parecida à dificuldade que cada pessoa pode ter para reconhecer a presença viva de Cristo nos seus irmãos, hoje…
Não devo ficar paralisado em frente ao sepulcro vazio, mas sim meditar na presença actuante e dinâmica de Cristo, hoje, na minha vida e no nosso mundo, e não na ausência do corpo... Não posso «procurar entre os mortos Aquele que está vivo» (Lc 24,5)… Ele, no dia-a-dia, vai-me “aparecendo”. Basta-me estar atento à sua presença discreta.
 “Se te fosse dada a possibilidade de escolher, qual das três alternativas é que preferirias: * Uma aparição de Cristo Ressuscitado, como a Maria Madalena? * Substituir a Tomé no tocar o corpo glorioso de Jesus, no lugar da ferida do lado e dos cravos? * Ir a uma Eucaristia hoje e alimentares-te de Jesus?”

Cada dia, quando desperto, deveria pedir a graça de entrar em sintonia jubilosa com o mistério da Ressurreição: Pedir a graça de fazer o “bem maior”, de ser consolador, ao jeito de Cristo Ressuscitado: («considerar o ofício de consolador que Cristo Nosso Senhor exerce, comparando como os amigos se costumam consolar uns aos outros» (Santo Inácio de Loyola: EE 224...).

Aleluia! Aleluia! Alegremo-nos e rejubilemos porque Ele está Vivo, no meio de nós!

Uma Feliz Páscoa plena dos dons de Jesus Ressuscitado!

P. Hermínio Vitorino, sj
(baseado e adaptado de uns EE, orientados pelo P. Manuel Morujão, sj)

Iluminação 

a arte de Rupnik

O pão, abençoado e partido,
Os olhos, abrem-se!

O seu corpo banhado de luz
Deslumbra a vista.
A sua presença enche a sala,
Aquece o coração.
Agora, a Palavra torna-se clara.
Entendem!

Como podeis vós
Contar esta história
Aos irmãos e irmãs
Que deixastes em Jerusalém?
Como o podereis vós descrever?

Um peregrino no vosso caminho,
Quando, amedrontados e desiludidos,
Voltastes para a vida desalentada
Que tínheis deixado,
Para seguir Aquele
Que seria
A realização de todos
Os vossos sonhos.

Uma ilusão,
Um engano.
Ele foi preso,
Torturado,
Morto numa cruz.
Derrota!

Peregrino
No vosso caminho,
Ele revela
O sentido do que
Aconteceu...
Homens insensatos!
Não estava previsto
Que Cristo devia sofrer
Para entrar na sua glória?

Corações em fogo,
Ateiam uma
Nova esperança:
Fica connosco!
De novo à mesa,
Ele parte o pão:
Tomai e comei.

Agora já vêem!
Mas Ele partiu.
Como
É que o podem
Descrever?

Luz!
Deus que é Luz
E na sua luz
Veremos a Luz. 

Rina Risitano


No passado dia 23 de Março, realizou-se na cidade do Fundão o Dia Diocesano da Juventude, com o intuito de promover momentos de oração com todos os jovens da Diocese da Guarda. Este encontro proporcionou um enorme e alegre convívio e reflexão.
Estavam presentes cerca de 450 jovens, vindos dos 4 cantos da nossa Diocese. Este Dia foi organizado pelo Departamento da Pastoral Juvenil da Diocese da Guarda (DPJG). Da nossa paróquia estiveram presentes uma dúzia de jovens, que voltaram a casa muito contentes e mais enriquecidos.
Tudo o que não cresce, enfraquece e arrisca-se a desaparecer! Se não dermos continuidade à formação que cativámos, deformamo-nos inevitavelmente. Quem não continua a investir na fé e no amor, corre o risco de perder ambas as coisas, e de se perder a si mesmo também!
  A educação da fé estimula-se com uma alegria interior. Durante todo o dia foram realizadas atividades que proporcionaram desencadear essa mesma energia, desde cedo, pela celebração da Eucaristia, presidida pelo nosso Bispo D. Manuel. A Via-Sacra facultou representações pelas ruas da cidade do Fundão, bem como momentos de oração conjuntos.
São oportunidades destas, inscritas no nosso quotidiano, que contribuem para formação de jovens que querem dar continuidade à fé que um dia acolheram de braços abertos.

Aceitámos o desafio:
"Ide e fazei discípulos de todos os povos".
Maria Bernardo

Viver, comunicar e partilhar...



“Pai, também quero ir à Missa.”

Nos passados dias 23 e 24 de Fevereiro, a convite dos nossos párocos,  realizou-se, na Paróquia de São Pedro, uma formação para os mais pequeninos da Catequese. (2º e 3º anos).
O tema, para além da sua pertinência e relevância para as  crianças, é oportuno, porquanto se verifica que, cada vez menos se interessam pela maior Oração e Acção de Graças da Igreja – A Santa Missa, ou Eucaristia, como lhes vamos ensinando na catequese.

O objectivo era proporcionarem as respectivas vivências e trabalharem com as crianças e catequistas desta Paróquia. Deslocaram-se de Braga três casais, um deles com três filhos, outro com quatro e o terceiro à espera do Rafael.
As expectativas eram as maiores, pois estes animadores de elevado espírito cristão são pessoas experimentadas, criativas, e acima de tudo acreditam no que se propõem fazer.
Para a concretização desta iniciativa, foi necessário providenciar alojamento, refeições e toda a logística que estes encontros requerem, dificuldades facilmente ultrapassadas com o empenho das crianças, dos sacerdotes e das catequistas.

A acção de formação iniciou-se de manhã com uma “sessão de equilibrismo”, em que os participantes se apresentavam à medida que iam sendo convidados, tendo por finalidade o seu reconhecimento como pecadores. Tudo foi simples e espontâneo, e a cada falta pronunciada  pelas crianças ou catequistas, tinha-se direito a uma enfarruscadela. Seguiu-se um período de reflexão, na Capela de Stº Inácio, que nos consciencializou de que somente a adesão a Deus nos pode aperfeiçoar, enquanto se dizia às crianças: “É Jesus que limpa”, perdoa os pecados. Após este exame de consciência, sentimo-nos mais puros e felizes, e preparados para a primeira refeição partilhada.

Já se respirava fraternidade e empatia. Parecia que todos nos conhecíamos de longa data e, com entusiasmo, partimos para o jogo “Descobrir o Tesouro”: o grande tesouro, A Bíblia, e a consciencialização de como é importante a intervenção do sacerdote na “descodificação” das leituras durante a Missa. Na expressão plástica  que se seguiu, as crianças desenharam, num grande painel, o que ouviram e entenderam desta temática, e que iria servir de cenário na Eucaristia. De uma forma lúdica, todos vivemos a liturgia da palavra, a primeira parte da Missa.
Entretanto, chegou a hora de pular, partilhar o almoço e os jogos da escola.
De seguida, na sala de Stº Inácio, e sobre as almofadas que serviam de assentos, os animadores propuseram às crianças e aos catequistas a vivência da liturgia eucarística. 
Recuámos então 2000 anos, reconstituímos e participámos na Última Ceia, lembrando Jesus a comer com os seus Amigos e a forma que Ele encontrou para ficar sempre connosco.
No ambiente tranquilo e acolhedor da Capela de Stº Inácio, deu-se início à Eucaristia, momento em que as crianças lembraram tudo o que o dia lhes oferecera e tinham interiorizado.

A Celebração terminou com o envio, simbolizado por uma simples pulseira, onde se podia ler “… em memória de Mim”,  memória do Mistério da morte e ressurreição de Jesus, o nosso Maior Amigo, e a oferta de uma cruz, sinal de salvação e distintivo do verdadeiro cristão.

Apesar de um certo cansaço visível, todos os que se empenharam na consecução da actividade tinham um sorriso estampado no rosto que traduzia a felicidade de se ter cumprido uma missão, só possível com a presença do Espírito Santo.
Gostaríamos aqui de expressar o nosso agradecimento aos casais dinamizadores deste envolvimento cristão, testemunhando-lhes o nosso “Bem Hajam”, pois conseguiram “tornar-se pequeninos” para se fazerem entender, deixando antever que a sua forma de estar na vida é uma cumplicidade com a vida do próximo.                                                                           
Maria Manuel Cruz

CELEBRAÇÃO DE RAMOS

O calor humano fez-se presença para acolher Jesus na Sua entrada triunfal. Apesar da chuva que se fez sentir, as crianças da catequese, com ramos e fitas na mão acenaram à passagem do sacerdote, ao soar o cântico de hossana. A eucaristia ficou enriquecida com a participação das crianças, jovens e pais. Todos viveram cada momento em escuta e oração. Crianças e jovens encenaram o evangelho da Última Ceia, e o coro com suas vozes angelicais levou-nos mais perto de Deus.
A celebração de Ramos acabou mais enriquecida com a encenação da Paixão Morte e Ressurreição de Jesus interpretada pelo grupo de jovens e encenada pela catequista Maria José Soares. O rosto dos que assistiam era de admiração, compaixão e plena participação na “cena”.
Os “anjos” conduziam-nos ao Monte das Oliveiras, acompanhavam os momentos de sofrimento de Jesus, na tentativa de O “livrar”, mas Ele não podia ser liberto porque assumiu a nossa condição humana, e quis levar até ao fim a missão que tinha recebido do Pai!
Todo o caminho de Jesus até à cruz, é feito de encontros e desencontros. É na cruz que Jesus mostra o máximo do seu Amor.
… A morte não O venceu... Ele está vivo!... e a certeza da Ressurreição é um compromisso com a vida, num processo continuo de amor.
Zilda Sousa


Jornada Arciprestal da Fé na Covilhã

Está programada a Jornada no Ano da Fé, no Arciprestado da Covilhã (o nosso), para os dias 25 e 26 de Maio.
No dia 22 de Maio  (quarta-feira), o Senhor Bispo pretende encontrar-se com os cooperadores da Paróquia de S. Pedro, nas instalações da Igreja de Santiago, às 21h. No dia 24 de Maio (sexta-feira) haverá Adoração ao Santíssimo Sacramento, em todas as paróquias do Arciprestado, às 21h.
No dia 25 (Sábado)  haverá um retiro aberto, das 10 às 17h, no Paul, para todos os adolescentes participantes, das diversas Paróquias do Arciprestado. Ainda no mesmo dia 25 de Maio, à noite, e para todo o povo em geral, haverá uma Vigília especialmente participada pelos jovens e famílias.
Já no dia 26 de Maio (Domingo), um Tempo de Testemunhos, à tarde, pelas 15 horas, possivelmente no Pavilhão da Anil, onde se encontrarão as largas centenas de pessoas, vindas de todas as terras do nosso Arciprestado, seguindo-se depois a Eucaristia presidida pelo Sr. Bispo da Guarda, D. Manuel da Rocha Felício, e concelebrada por todos os sacerdotes do Arciprestado. Nessa mesma celebração ocorrerá, também o Sacramento do Crisma.
No Domingo, 26 de Maio, não haverá Eucaristias nas paróquias de todo o Arciprestado, celebrando-se apenas a Eucaristia acima referida, esperando que seja participada por um elevado número de fiéis, e que encerrará a nossa Jornada da Fé, no Arciprestado da Covilhã. Reserve já na sua agenda estes dias e junte-se a nós, para celebrarmos a nossa fé, na Comunidade Arciprestal.